Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de vinte e cinco anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados” e “Amor e Disciplina para criar filhos felizes”, todos títulos da CPAD.

Presente de Natal

Eu fui criada em uma casa simples, por um casal atuante na igreja, e que levava uma vida modesta. Só ganhava presentes especiais no meu aniversário, que é no dia seguinte ao dia das crianças, e no Natal, onde a empresa em que meu pai trabalhava fazia uma festa e nos presenteava.

Na minha casa não havia o hábito da ceia de natal no dia 24 de dezembro. Como a minha mãe sempre organizava as festas e peças de natal da igreja, nossa casa ficava cheia de pessoas confeccionando coroas, vestimentas e adornos para o tão esperado culto de Natal do dia 25 à noite. Era uma época festiva, de casa cheia e de muita cantoria – não porque os presentes eram caros e modernos, mas pela alegria dos ensaios e preparativos para celebrar o verdadeiro natal de Jesus.

Quando conheci meu marido, vindo de uma família portuguesa tradicional, é que percebi a importância que os outros atribuíam à ceia natalina. Quando nos casamos, incorporamos a ceia de natal em nossa família, sempre antecedida por um culto, com muitos louvores e leitura bíblica. Juntamos a tradição à celebração da encarnação do nosso Salvador. E meus filhos desde cedo aprenderam que Jesus não nasceu em 25 de dezembro, mas que nesta data celebramos seu nascimento.

A verdade é que temos assistido em nossa sociedade, e até em alguns lares evangélicos, uma inversão de valores quanto à prioridade das festas natalinas. A correria para organizar a ceia de natal e a recepção aos parentes faz com que os nervos fiquem à flor da pele. Muitos jantares terminam em discussões e em brigas entre familiares. As pessoas se endividam para comprar presentes caros para os parentes, e servem banquetes que lhes custam o salário do mês!

O Natal deve ser celebrado. É importante que aproveitemos esta data para falar aos nossos amigos e familiares sobre o Deus que se fez carne: No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ele estava com Deus no princípio. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito. Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens… Aquele que é a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus. Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade. (João 1.1-4; 10-14).

Celebrar o Natal é celebrar a vinda de Deus ao mundo, corporalmente, iniciando a obra redentora do calvário, que foi concretizada na cruz e concluída na ressurreição.  Afinal, a história do Natal, que vai da manjedoura à cruz, precisa ser contada de forma correta aos nossos filhos e netos. Se não fizermos isso, nossos filhos e netos vão assimilar o ensino mundano, associando o Natal a presentes e ao chamado papai Noel.

Podemos presentear no Natal. Mas é importante recontar a história bíblica, ressaltando que Jesus embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou a mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai. (Filipenses 2.6-11)

Jesus será sempre nosso maior e melhor presente de Natal!

elaine

Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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