Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de trinta anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados”, “Amor e Disciplina para criar filhos felizes” e o mais recente, "Equilíbrio Emocional", todos títulos da CPAD.

Tragédias anunciadas

Nossa sociedade assiste, estarrecida, novas tragédias que se sucedem ao longo do Brasil e do mundo. Uma das mais recentes aconteceu na cidade de Suzano, no estado de São Paulo, em que um adolescente de 17 anos e um jovem de 25 anos, entraram atirando em uma escola em que já haviam estudado, e se suicidaram após matar oito pessoas. 

Quando acontece a investigação, imagens, vídeos e fotos em redes sociais são claramente identificadas como comprometedoras, apontando para uma sociopatia, evidenciando comportamentos agressivos e hábitos destrutivos e anti-sociais.

Sempre me pergunto porque só depois da tragédia as pessoas enxergam o que já haviam visto! Os amigos certamente percebem quando a agressividade aumenta, os pais pressentem que alguma coisa está errada no isolamento dos filhos, a parentela comenta o comportamento estranho, irmãos e primos notam o olhar estranho e as conversas controversas.

Na verdade, basta uma boa olhada na rede social, nas páginas curtidas, na mudança das escolhas de roupas e nas tatuagens escolhidas, para que se perceba que alguma coisa não vai bem. Mas o politicamente correto e o discurso individualista, em que cada uma deve viver a sua vida sem interferência alheia, faz com que pais, parentela e amigos se calem. 

Há tanta gente pedindo socorro nas redes sociais, curtindo páginas sobre suicídio, sem que seus pais ou irmãos mais velhos nem se preocupem em seguir seus passos! Outros se associam a guerrilheiros, seguindo movimentos de contravenção, de terrorismo ou de bandidos, e suas famílias nem suspeitam dos perigos que correm!

Quantas crianças postam fotos com armas, ou fingindo que estão atirando sendo incentivadas por seus pais! Adolescentes fazem apologia à violência, organizam-se em grupos para brigas entre gangues, e se vestem com roupas estampadas de caveiras, comprando armas brancas, pulseiras para socar outras pessoas, e drogas com o dinheiro de seus pais.

Fatos corriqueiros, como gostar de assistir filmes violentos ou de jogar videogames em que a meta é matar semelhantes, precisam ser percebidos e tolhidos! O que não se pode fazer é deixar filhos trancados em quartos por horas, sem que os pais saibam o que estão fazendo, pensando e jogando, ou onde estão navegando na internet.

Pequenos cuidados e observações podem impedir grandes tragédias. Até porque grandes tragédias são anunciadas aos poucos pelos autores das mesmas, mesmo que de forma silenciosa, mas sempre perceptível para olhares cautelosos e interessados. 

Assim sendo, não ignore os avisos: a agressividade frequente, o isolamento da casa e da igreja, o uso de uma linguagem ou de uma ideologia que defenda a violência, roupas e amizades que apontem para movimentos anti-sociais ou anti-bíblicos. Acompanhe as redes sociais dos filhos e cônjuges, investigue o perfil dos amigos de seus filhos na internet, e vigie os interesses políticos e ideológicos dos membros da sua família.  

Numa sociedade em que a meta é viver muito e morrer cedo, em que a vida é desvalorizada e os outros são descartáveis, precisamos cercar muito bem os que amamos, cuidando para que não sejam autores ou coadjuvantes de tragédias anunciadas!

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Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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