Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de trinta anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados”, “Amor e Disciplina para criar filhos felizes” e o mais recente, "Equilíbrio Emocional", todos títulos da CPAD.

Tempos

Nós não sabemos viver desvinculados do tempo. Vamos somando nossos dias de vida, dividindo nossas tarefas para cumprirmos nossas agendas diárias, e marcamos festas, viagens e compromissos em calendários que marcam dias, anos e datas especiais. Todos os nossos dias têm o mesmo número de horas, embora alguns parecem mais longos e difíceis do que outros. O tempo que já está no passado define nosso tempo presente. E nossas ações hoje vão direcionar nosso tempo futuro. 

Há o tempo da infância, o tempo da adolescência e juventude, o tempo da velhice. Há ainda o tempo que foi bom, o tempo que gostamos de lembrar e tempos que preferimos esquecer. Tempos de começar, tempos de términos e tempos de recomeçar. 

Sabemos que tudo tem um tempo determinado por Deus: Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter, tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de lançar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz. (Eclesiastes 3.1-8). 

Dividimos nossas memórias por faixas de tempo. Memórias do tempo que moramos em uma cidade, que trabalhamos em uma empresa, em que éramos solteiros, ou que residíamos em uma casa. Nos lembramos de eventos temporais, que marcaram nossa infância, nosso casamento, nossa maternidade ou paternidade e nosso ministério. Nossas histórias começam com "um dia”, “quando eu morava…”, “no ano de 1985…”, “eu me lembro de um fato ocorrido em…”.  

Nossas vivências se estendem do tempo passado ao presente, em que plantamos/arrancamos o que se plantou, derrubamos, construímos, choramos, rimos, falamos, odiamos, amamos.  Nossos projetos e planos pretendem alcançar o tempo futuro, quando idealizamos e trabalhamos para novas construções e experiências.

Desde cedo percebemos que não temos todo o tempo que precisamos. Nossos planos são muitos, mas nosso tempo é curto. Nossos projetos e expectativas são enormes, mas nosso tempo de vida passa muito rápido: Como uma correnteza, tu arrastas os homens; são breves como o sono; são como a relva que brota ao amanhecer; germina e brota pela manhã, mas, à tarde, murcha e seca… pois a vida passa depressa, e nós voamos!  (Salmos 90.5,6,10). 

Por mais que digamos que o tempo voa, a Bíblia nos diz que nós é que voamos! A vida passa depressa, e voamos, sem conseguirmos segurar o tempo bom de ser vivido, ou evitar os tempos difíceis.  

Assim sendo, precisamos aproveitar o melhor do nosso tempo. Devemos considerar nossas aprendizagens ao longo da vida, desenvolvendo a habilidade de apreender o melhor do que nos acontece, gerando memórias afetivas positivas, que valorizem o tempo vivido. 

Tempos difíceis nos ensinam sobre nossas expectativas e o caráter das pessoas. Em tempos solitários passamos a nos conhecer melhor, e podemos melhorar que somos. Em tempos partilhados podemos priorizar a companhia das pessoas que amamos, sorrir mais e gargalhar com vontade. Em tempos com nossa família devemos investir em afetos, abraços, beijos e palavras amorosas e elogiosas. Em nosso tempo com Deus, devemos dizer a Ele o quanto o amamos e somos dependentes dele. 

Valorize o seu tempo. O tempo que você tem de vida, o tempo com as pessoas da sua vida e o tempo com o autor da sua vida!

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Elaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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