Judite Maria da Silva Alves

Professora e terapeuta familiar; casada com o Pr.Ailton José Alves (presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco); mãe de três filhos (casados), e avó de quatro netos. Apresenta diariamente, há mais de dez anos, o programa “A mulher e seus desafios” pela Rede Brasil de Comunicação. Lidera o trabalho de Círculo de Oração em todo o estado de Pernambuco e coordena as atividades sociais da IEADPE, que mantém oito Centros de Desenvolvimento Integral Vida em várias comunidades carentes na Região Metropolitana do Recife, onde são atendidas mais de 4 mil crianças.

A Benignidade

A benignidade é o agir de modo amável para com as outras pessoas. O Dicionário Aurélio a define como a qualidade de benigno, que não é maligno, benéfico, aquele que faz bem. No original grego o termo é chrestotes, que significa gentileza, bondade, e alguns comentaristas sugerem que este termo significa excelência de caráter e honestidade. Que coisa maravilhosa!

A benignidade ajuda você a relacionar-se bem com os demais, a não considerar o outro inferior a si e a tomar a iniciativa de responder às necessidades das outras pessoas. Vez por outra, o benigno é tachado de falto de inteligência pelo fato de preocupar-se sempre com a necessidade dos outros, procurando supri-la; e muitas vezes, sem sequer divulgar a ninguém. É preocupar-se com os outros mais do que consigo mesmo.

Lembro-me agora do meu pai, um homem de Deus que tinha como marca registrada a benignidade. Em momentos de festas, quando íamos a um casamento ou aniversário de algum irmão que não tinham condição elevada, antes de sairmos de casa ele avisava: “Vocês dividirão um prato para dois, pois a família não tem muita condição para oferecer para todos. Para não faltar aos que vêm depois de nós, façam assim”. Ficávamos revoltados e dizíamos: “Por que só conosco?” Ele nos respondia: “Vocês são da família do pastor e, como de costume, receberemos o melhor, mas quem vem depois de nós precisa ser bem tratado também”. Papai, às vezes, nem era familiar dos anfitriões da casa, mas tinha essa preocupação com eles. Ele era benigno. E nós, como estamos? A Bíblia diz que a mulher virtuosa tem a lei da beneficência na sua língua (Pv 31.26). Mas, como ser benigna? Faça este teste e veja como essa característica do fruto pode aparecer em sua vida:

1. Observe pelo menos uma ou duas pessoas das quais você, por algum motivo, não gosta.

2. Inclua essas pessoas em sua oração, pedindo para que Deus lhes conceda as bênçãos que você deseja para si mesma.

3. Busque uma maneira de fazer algum benefício a essas pessoas.

4. Se você conseguiu dar todos os passos, você está andando no Espírito; está frutificando para Deus.

Moody disse que a benignidade é o amor que suporta. Paulo exorta, na carta aos Efésios, que devemos ser benignos uns para com os outros, e diz que como Cristo foi benigno conosco, sejamos benignos também. Neste mundo tão violento, de tanta intolerância e agitação, Deus requer de nós, suas filhas, que pratiquemos a benignidade. 

A benignidade faz com que amemos os que nos amam e os que não nos amam também; faz com que rejeitemos toda obra maligna contra nossos irmãos, e por fim nos ajuda a suportar as diferenças do outro e dedicarmos cada dia à oração. Que possamos examinar a nós mesmos, e nesse escrutínio do coração, dizermos ao Senhor: “Senhor, tu me sondas e me conheces... Vê se há em mim algum caminho mal e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139.23-24).

A Palavra é enfática quando nos exorta: “...suportando-vos (sede benignos) uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra o outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também” (Cl 3.13). Esse é o princípio da benignidade e devemos por em prática. Amém!

 Judite Alves

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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