Judite Maria da Silva Alves

Professora e terapeuta familiar; casada com o Pr.Ailton José Alves (presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco); mãe de três filhos (casados), e avó de quatro netos. Apresenta diariamente, há mais de dez anos, o programa “A mulher e seus desafios” pela Rede Brasil de Comunicação. Lidera o trabalho de Círculo de Oração em todo o estado de Pernambuco e coordena as atividades sociais da IEADPE, que mantém oito Centros de Desenvolvimento Integral Vida em várias comunidades carentes na Região Metropolitana do Recife, onde são atendidas mais de 4 mil crianças.

Sentimento de inutilidade

Uma senhora, de mais de 70 anos, pediu para ser atendida por mim por estes dias, mas ela não quis fazer isso de maneira remota, através das redes sociais. Percebi que com um certo desespero disse-me que em outro momento poderia ser atendida desta maneira, mas que, para sua necessidade, era imprescindível um encontro presencial. Assenti e marcamos o atendimento.

 Ao chegar no setting terapêutico, aquela mulher de Deus não parecia ser a mesma: ombros caídos, olheiras, andar trôpego, olhar sem brilho, estava sendo conduzida por uma amiga, pois sentia-se fraca por ter perdido também o apetite. Fiquei um pouco assustada, pois estava vendo outra pessoa e não aquela mulher sorridente, motivadora e conselheira de seus pares. Não demonstrei meu susto, claro, me contive. Após saudá-la  perguntei-lhe o que a trouxera de volta depois de vários anos. 

Ela, olhando para o chão, disse: “o que nunca pensei que aconteceria comigo, estou vivenciado nestes dias. Sinto-me inútil, não sirvo mais para nada. Acho que é melhor morrer do que viver!” Exclamou com os olhos cheios de lágrimas. Daí começamos a conversar sobre o porquê daquele sentimento, o que havia mudado em sua vida para chegar a tal ponto. Ela respondeu: “eu era uma pessoa dinâmica, como você me conhece, visitava, ia aos cultos, saia dirigindo meu carro com os netos, agora estou confinada a viver dentro de casa com medo e até a igreja não me deixam ir. Para quê viver? Já pedi a Deus que me levasse, seria a única solução para mim.” 

Que drama, não é verdade, amada? Alguma vez em sua vida, querida irmã, você se sentiu assim, com esse sentimento de inutilidade? Quais as causas que nos levam a nos sentir inúteis? Algumas vezes esse sentimento é resultante de problemas emocionais, que nos levam a desenvolver transtornos de ordem psicológica; outras vezes, é algo pontual, é o momento que se está passando, então, é obvio que se vai a motivação, entra a desesperança e começamos a não ver significado na vida. 

Com razão disse Jeremias, o profeta, que é um exemplo clássico de alguém que experimentou o sentimento de inutilidade. Pelo que lemos mas Escrituras, tudo indica que ele estava caindo no poço da depressão. Observe o que ele disse: “Eu sou o homem que viu a aflição” (Lm 3.1).  Jeremias também achou que Deus estava irado com ele (vs.2-5), “fartou-me de amargura”, disse nos vs 13-18.

Vejamos alguns sentimentos que dão origem à inutilidade.

• Sentimento de desvalorização - a pessoa passa a desconsiderar as virtudes e o valor que tem. A desesperança a deixa impotente e sem valor.   
• A baixa auto-estima não como algo pontual, que é normal (vez por outra nos sentimos assim). No caso desse sentimento de inutilidade, a baixa auto-estima é oriunda de um comentário ou um gesto feito por alguém em relação a si mesmo.   
• O sentimento de culpa, choro e tristeza está latente em quem se sente inútil ou impotente.

Querida amiga, se você está se sentindo inútil, impotente, quero lhe ajudar a sair dessa situação.

1. Traga à sua memória o que lhe traz esperança (Lm 3.21);   
2. Seja criativa - a criatividade nos deixa com um sentimento de realização de utilidade (Ex: Dorcas em At 9.36);   
3. Faça uma lista das suas conquistas (Fp 4.13);   
4. Pare de pensar sobre as tristezas e desilusões da vida (Fp 3.12-14);   
5. Domine seus pensamentos disfuncionais (Fp 4.8);   
6. Se você tem alguma limitação física, pontual ou permanente, glorifique a Deus pela sua vida (I Ts 5.18);   
7. Nunca se sinta desamparada ainda que tenha cometido um pecado. Se você confessou e deixou o Deus da restituição lhe perdoou. Você é amado e útil para Ele (Pv 28.13);   
8. Não se sinta aprisionada, mas agradeça a Deus pela sua liberdade em Cristo Jesus (Gl 5.1);   
9. Nunca menospreze seu próximo. O que não quer pra si não dê aos outros (I Jo 4.7);   
10.  Seja um instrumento de motivação e encorajamento (Tt 2.7);

Que possamos desfrutar cada momento de nossa vida, sentir a voz de Deus a nos dizer que valemos mais do que os lírios do campo e as aves do céu. De fato, você não é inútil, mas uma planta linda no santuário de Deus, que ornamenta e dá frutos para Sua glória.

 Judite Alves

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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