dirlei baptista

Dirlei Baptista

Magistério Infantil e Fundamental; Bacharel em Teologia; Bacharel em Pedagogia; Licenciatura em Filosofia e Sociologia; Licenciatura em Educação Religiosa; Pós-graduada em Docência do Ensino Superior; Pós-Graduada em Neuro-psicopedagogia; Pós-Graduada em Psicopedagogia Clínica; Pós-Graduada em Neuro-psicopedagogia Clínica e Institucional e Mestranda em Teologia. Casada com o pastor Douglas Baptista, líder da ADMDF e do Conselho de Educação e Cultura da CGADB; Missionária da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Missão do Distrito Federal (ADMDF); Líder da União Feminina da ADMDF e Diretora Acadêmica do Instituto Brasileiro de Teologia e Ciências Humanas (IBTECH).

 

Que queres que eu te faça?

O encontro de Jesus com o cego Bartimeu apresenta uma das perguntas mais impactantes de Cristo: “Que queres que eu te faça?” (Mc 10.51). Esse encontro não é apenas uma narrativa de milagre físico, mas um testemunho do modo como Cristo trata pessoalmente os que o buscam. Essa pergunta de Jesus ecoa até hoje e se aplica de forma especial à vida da mulher cristã.

Nesse artigo, veremos, à luz das Escrituras, três dimensões desse episódio: (a) Jesus nos convida a expressar nossa fé, (b) Jesus restaura a visão e a dignidade, e (c) Jesus nos chama a segui-lo após a restauração.

Jesus nos convida a expressar nossa fé

A pergunta de Cristo — “Que queres que eu te faça?” — não reflete ignorância de Sua parte, porque Jesus é Deus, portanto, onisciente. A questão levantada por Cristo abre espaço para que o necessitado verbalize sua fé. O verbo grego empregado “theleis” (querer, desejar profundamente) aponta não para necessidades superficiais, mas para aquilo que o coração realmente almeja.

Para a mulher cristã, isso significa que Jesus deseja ouvir sua oração sincera, mesmo já conhecendo suas necessidades. A fé se expressa quando, em oração, a filha de Deus apresenta diante do Senhor seus pedidos, com confiança e perseverança. Assim como Bartimeu não se calou diante da multidão, a mulher cristã deve persistir, crendo que Cristo ouvirá a sua súplica.

Jesus restaura a visão e a dignidade

Na estrutura desse milagre, o cego Bartimeu estava convicto que Jesus era o “Filho de Davi”, então cheio de fé lhe pediu: “Mestre, que eu tenha vista”. O termo grego “anablepsō” significa “recobrar a visão”, indicando que o milagre não apenas devolveu a capacidade de enxergar, mas restaurou sua dignidade perdida pela exclusão social que o obrigava a prática da mendicância. 

De modo semelhante, Cristo devolve às mulheres que o buscam não apenas cura espiritual, mas também restauração emocional e dignidade pessoal. Muitas mulheres se sentem cegas pela dor, pelos traumas e pelas pressões da vida. No entanto, Jesus continua restaurando visões e renovando esperanças. Assim, Ele é aquele que remove as trevas interiores e devolve identidade e valor às suas filhas.

Jesus nos chama a segui-lo após a restauração

Finalmente, esse relato termina com a nota de que, quando Bartimeu recebeu visão, ele “seguiu a Jesus pelo caminho” (Mc 10.52). O milagre não termina na vista restaurada, mas se transforma em discipulado. Bartimeu se desfez da capa, símbolo de sua cegueira, e tornou-se discípulo de Jesus. Sinal de quem recebeu a cura tanto do corpo, como da alma e do Espírito.

Para a mulher cristã, isso significa que a fé não se reduz a receber milagres, mas envolve um compromisso de vida com Cristo. Assim como Bartimeu, a mulher é chamada a deixar para trás velhas vestes de dor, culpa e opressão, para viver em novidade de vida. O verdadeiro fruto da restauração é seguir Jesus diariamente, com gratidão e fidelidade.

Nessa esteira, a pergunta de Jesus “Que queres que eu te faça?” — revela um amor pessoal e compassivo, que continua a alcançar vidas hoje. Assim como Bartimeu recebeu não apenas a visão física, mas também uma nova vida em Cristo, cada mulher é convidada a experimentar a mesma transformação. A resposta de fé, oração e entrega continua sendo o caminho para ouvir do Mestre: “A tua fé te salvou.

Queridas, Deus vos abençoe, até mais!

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Dirlei Baptista 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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