dirlei baptista

Dirlei Baptista

Magistério Infantil e Fundamental; Bacharel em Teologia; Bacharel em Pedagogia; Licenciatura em Filosofia e Sociologia; Licenciatura em Educação Religiosa; Pós-graduada em Docência do Ensino Superior; Pós-Graduada em Neuro-psicopedagogia; Pós-Graduada em Psicopedagogia Clínica; Pós-Graduada em Neuro-psicopedagogia Clínica e Institucional e Mestranda em Teologia. Casada com o pastor Douglas Baptista, líder da ADMDF e do Conselho de Educação e Cultura da CGADB; Missionária da Igreja Evangélica Assembleia de Deus de Missão do Distrito Federal (ADMDF); Líder da União Feminina da ADMDF e Diretora Acadêmica do Instituto Brasileiro de Teologia e Ciências Humanas (IBTECH).

 

Mulheres preparadas para reconstruir

A Bíblia revela um Deus que restaura e reconstrói. Onde há relacionamentos destruídos, Ele renova; onde há muros derrubados, Ele levanta colunas; onde há corações quebrados, Ele derrama bálsamo. Em Cristo, a Graça visita realidades em ruínas: os lares feridos, vocações adormecidas e sonhos interrompidos, Deus transforma em testemunhos de fidelidade.

Este artigo, oferece orientações para a reconstrução, lembrando que “a mulher sábia edifica a sua casa” (Pv 14.1) e que, no poder do Espírito, somos chamadas para ser “reparadoras de brechas” (Is 58.12).

O Deus restaurador e a dignidade da mulher

A restauração nasce do caráter de Deus. Ele é o Criador! Portanto, seu propósito é reconciliar tudo em Cristo: “por meio dEle reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus” (Cl 1.20). Desse modo, reconstruir não é apenas um projeto humano; mas, sobretudo, corresponder à obra que o próprio Deus iniciou.

Assim sendo, a mulher criada à imagem de Deus possui dignidade e vocação espiritual para reconstruir. A mulher fiel é chamada para edificar sua família. Da mesma forma como Neemias chorou, orou e agiu diante dos muros em ruínas, as mulheres de Deus discernem a ruína, intercedem com jejum, perseveram e trabalham com coragem.

Estrutura da reconstrução: graça, verdade e perseverança 

A reconstrução não começa com força própria, mas com favor imerecido. A graça perdoa culpas, cura traumas e reorienta afetos. Onde a vergonha paralisa, a graça levanta. A Escritura é a verdade, o prumo e o nível dessa obra: “lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para os meus caminhos” (Sl 110.105). Sem a Escritura, a reconstrução se torna improviso; com a Escritura, torna-se sabedoria. 

A perseverança no Espírito fortalece as mãos cansadas e confirma os passos. O espírito distribui dons para serviço — consolo, ensino, administração, intercessão — e os usa para erguer pessoas e estruturas. Porém, reconstruir exige santidade prática, veracidade no falar, fidelidade nos compromissos, e domínio próprio nas emoções. A ética cristã não é ornamento: é cimento que mantém as pedras unidas.

Caminhos práticos para restaurar e edificar famílias 

Em primeiro lugar é preciso discernir: onde estão as brechas? Relacionamentos rompidos? Culpa não tratada? Fadiga espiritual? O segundo passo é priorizar: começando pela reconciliação com Deus, aliança conjugal, cuidado materno, e demais projetos. Em terceiro lugar é necessário planejar: estabelecer metas, tais como, horário de oração, encontros familiares, restauração de diálogo, retorno ao ministério.

Para que esses caminhos sejam eficazes são indispensáveis as seguintes condutas: Perdão e reparação: pedir perdão, restituir quando possível, reconstruir confiança com constância; Mesa e Palavra: momentos de leitura bíblica e conversa sincera — a mesa como altar doméstico; Ordem e trabalho em equipe: pequenas rotinas sustentam grandes mudanças. Ninguém reconstrói sozinha.

Em suma, Deus não chama mulheres perfeitas, mas dispostas. A mesma mão que ergueu Jerusalém após as ruínas fortalece você para edificar sua casa e reavivar seu chamado. Em Cristo, ruínas não são ponto final; são canteiros de obras da graça. Caminhe em sabedoria, permaneça na Palavra, sirva no poder do Espírito e deixe que seu lar e sua vocação contem a história do Deus que faz “todas as coisas novas” (Ap 21.5).

Queridas, Deus vos abençoe, até mais! 

dirlei baptista

Dirlei Baptista 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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