Vivemos um tempo em que o politicamente correto tende a embasar as normas sociais. Mesmo contrariando o bom senso, a cultura vigente visa destruir os fundamentos morais e familiares, onde os maus são exaltados e os justos são escarnecidos.
Na área da psique não tem sido diferente. Suicídio, eutanásia e aborto estão se tornando opções aceitáveis para evitar sofrimentos ou consequências de escolhas erradas. O esvaziamento da família está fazendo com que seus membros se tornem cada vez mais insociáveis e esvaziados de afeto – e para muitos a vida voltada para si mesmo é o ideal a ser buscado!
Dentro deste contexto a Igreja, que ensina e preserva os princípios bíblicos individuais e familiares, vem sendo atacada severamente. Até porque a verdadeira Igreja, aonde quer que se reúna, pertence ao Deus vivo, e precisa ser “coluna e baluarte da verdade.” (1Timóteo 3:15) na sociedade onde está inserida. A Igreja está acima da cultura, das leis humanas, de ideologias ou modismos. Ela não foi formada para se adaptar a modelos temporais, mas para permanecer fiel à verdade eterna da Palavra de Deus.
A Igreja conserva os valores bíblicos ao longo dos séculos de sua existência, especialmente em um mundo marcado por constantes mudanças morais e espirituais. E manter os valores bíblicos não é sinônimo de rigidez sem amor. Pelo contrário: quem observa e vivencia os conceitos do Evangelho se torna muito mais adaptável ao modelo estabelecido por Deus para a humanidade, mantendo a família e a vida pessoal e relacional equilibrada e feliz.
Regras, normas e valores bíblicos não aprisionam, mas nos libertam para vivermos o melhor de Deus. Os princípios bíblicos são atemporais e estão diretamente associados ao equilíbrio pessoal e à saúde das famílias. Afinal, desde o princípio, Deus estabeleceu a família como fundamento da sociedade, sempre pautada em compromisso e aliança. Viver em família implica manter valores que incluem o amor sacrificial, respeito, fidelidade, e responsabilidades que, com maturidade, se ampliam para além do lar original.
A verdadeira segurança não está em abastadas contas bancárias, ou em uma rede de amigos virtuais, e nem mesmo em sólidas estruturas governamentais. A segurança nasce internamente, com a presença e direção de Deus, e lares fundamentados na Palavra que podem ampliar esta sobriedade gerando ambientes de fé, perdão e crescimento espiritual.
Se não conservarmos os princípios bíblicos, o que será das gerações posteriores a nós? A Bíblia, já no Pentateuco, afirma: “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.” (Deuteronômio 6:6-7). Isto aponta que precisamos investir no discipulado das próximas gerações, pois a fé não se transmite apenas por palavras, mas por exemplo e prática diária.
A Igreja deve permanecer firme na pregação da verdade, mesmo quando ela confronta comportamentos e mentalidades contrárias ao padrão divino. Não importa se a mídia a ignora, se políticos a perseguem, ou se grupos de pessoas a ridicularizam: a Igreja é um organismo vivo que permanece relevante não por se moldar ao mundo, mas por oferecer ao mundo aquilo que ele mais precisa: a verdade que liberta e a graça que transforma.
Portanto, como Corpo de Cristo, vamos permanecer conservadores dos princípios bíblicos e familiares. Manter a missão da Igreja é um ato de amor e responsabilidade. É proteger o rebanho, fortalecer os lares, e honrar o Senhor, enquanto aguardamos nossa bendita esperança!

Elaine Cruz
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