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Flavianne Vaz

Historiadora, Teóloga e Escritora. Pregadora e Palestrante na área de Família e Educação Cristã. Autora do Livro “Liderando Adolescentes” (CPAD) e de Revistas do Currículo de Escola Dominical da CPAD. Articulista do Jornal Mensageiro da Paz e da Revista Ensinador Cristão. Membro da Assembleia de Deus de Bonsucesso (RJ). Casada com Miguel Melo, mãe da Sarah e dos trigêmeos Guilherme, Fernando e Heitor.

 

A história da maior Igreja Evangélica do Brasil começou com uma mulher

Série Mulheres que Fizeram História 

A Assembleia de Deus no Brasil vai completar 115 anos no dia 18 de Junho de 2026. Ao longo desses anos, muitas mulheres exerceram um papel silencioso, mas profundamente decisivo, na expansão do Evangelho e na consolidação da fé pentecostal em nosso país. Em tempos de desafios, perseguições e limitações sociais, elas responderam ao chamado de Deus com coragem, oração, serviço e dedicação.

Nesta série especial, “Mulheres que Fizeram História”, revisitaremos trajetórias femininas que marcaram a história assembleiana e deixaram um legado espiritual para as novas gerações. Mais do que personagens do passado, essas mulheres continuam inspirando a Igreja com exemplos de fé, perseverança e dependência do Espírito Santo.

Neste primeiro artigo, conheceremos a história de uma mulher cujo nome está ligado ao início do pentecostalismo brasileiro: Celina de Albuquerque.

Quando se fala sobre o nascimento do movimento pentecostal no Brasil, normalmente os nomes dos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren são imediatamente lembrados. Contudo, a história das Assembleias de Deus também foi construída pela fé de mulheres que acolheram a mensagem pentecostal e se tornaram instrumentos fundamentais do agir de Deus.

Entre essas pioneiras, destaca-se Celina de Albuquerque, reconhecida como a primeira pessoa a receber o batismo no Espírito Santo em território brasileiro.

Em 1910, Celina teve contato com a mensagem pentecostal anunciada pelos missionários suecos recém-chegados ao Brasil. A doutrina do batismo no Espírito Santo despertou em Celina um profundo desejo espiritual. 

Enquanto muitos olhavam a nova mensagem com desconfiança, ela abriu o coração para buscar uma experiência mais profunda com Deus. Sua atitude revela uma característica marcante das mulheres usadas pelo Senhor ao longo da história: sensibilidade espiritual aliada à disposição para obedecer à voz de Deus.

No dia 2 de junho de 1911, antes mesmo da fundação oficial da Assembleia de Deus, Celina reuniu-se em sua casa, em Belém, com Maria de Nazaré, para orar e buscar a promessa do Espírito Santo. Naquele encontro de oração, Celina recebeu o batismo no Espírito Santo, tornando-se a primeira pessoa no Brasil a viver essa experiência pentecostal.

Aquele momento não representou apenas uma experiência individual. A casa de Celina transformou-se em um dos primeiros ambientes de oração e avivamento do movimento pentecostal brasileiro. O que começou em um ambiente simples e marcado pela busca sincera da presença de Deus logo se espalharia por todo o país, alcançando milhões de vidas ao longo das décadas.

A história de Celina de Albuquerque mostra que Deus utiliza pessoas disponíveis e obedientes para iniciar grandes obras. Em uma época em que as mulheres tinham pouca visibilidade social e religiosa, Celina tornou-se protagonista de um dos acontecimentos mais importantes da história evangélica brasileira.

Seu legado permanece vivo como testemunho da importância da oração, da busca pelo Espírito Santo e da coragem de permanecer fiel àquilo que Deus revela ao coração.

Três lições que aprendemos com a irmã Celina: 

1. Mulheres de oração podem mudar a história

O avivamento pentecostal no Brasil começou em um ambiente de oração. Celina nos ensina que grandes movimentos espirituais frequentemente nascem em joelhos dobrados e corações rendidos diante de Deus.

2. É preciso coragem para viver o novo de Deus

Celina acolheu uma mensagem que muitos rejeitavam. Sua disposição em crer e buscar aquilo que Deus estava fazendo mostra que a fé verdadeira exige coragem para permanecer firme mesmo diante das críticas.

3. Deus usa mulheres comuns para realizar obras extraordinárias

Celina não era uma figura pública poderosa nem ocupava posição de destaque social. Ainda assim, Deus a escolheu para participar de um momento histórico. Sua vida nos lembra que disponibilidade e sensibilidade espiritual são mais importantes do que status ou reconhecimento humano.

Ao celebrarmos os 115 anos das Assembleias de Deus no Brasil, recordar histórias como a de Celina de Albuquerque é reconhecer que o Senhor também escreveu a história da Igreja por meio de mulheres fiéis, perseverantes e cheias do Espírito Santo.

No próximo artigo da série “Mulheres que Fizeram História”, conheceremos outra mulher que deixou marcas profundas na trajetória das Assembleias de Deus no Brasil.

 

Referência Bibliográfica 

ARAUJO, Isael de. 100 mulheres que fizeram a história. Rio de Janeiro: CPAD, 2019.

Com carinho e fé, 

Caminhando ao seu lado em Cristo,  

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Flavianne Vaz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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