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Sonia Pires

Psicóloga Clínica; Psicóloga Clínica; ⁠Psicoterapeuta; ⁠Neuro Psicóloga; Pós Graduada em Instrumental Enrichment - Phase I e II em Israel (1994); Pós Graduada em Instrumental Enrichment Lebel III Training no Canadá; ⁠Palestrante em diferentes temas nas áreas de Psicologia e Fé Cristã;⁠ Escritora; Autora do Livro "Entre Nós Mulheres" (CPAD) ; ⁠Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Belenzinho (SP); Professora da Classe de Senhoras da EBD; Voluntária no “ASILAR” e Asilo e lar da AD - Belém (SP). 

 

 

A Importância do diálogo entre pais e filhos

E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.” (Deuteronômio 6:6-7)

Em um mundo cada vez mais apressado e digital, o diálogo entre pais e filhos tem sido, muitas vezes, substituído por mensagens rápidas, ordens secas ou pelo silêncio.

Contudo, a Palavra de Deus nos orienta claramente quanto à importância da comunicação constante e amorosa no lar. O texto de Deuteronômio nos apresenta uma prática relacional contínua, que acontece em todas as circunstâncias do cotidiano. Falar com os filhos sobre os ensinamentos do Senhor é mais do que uma instrução religiosa: é uma forma de construir vínculo, transmitir valores e formar o caráter.

O diálogo saudável é um instrumento poderoso que promove confiança, fortalece o relacionamento e abre espaço para que os filhos se sintam seguros para compartilhar seus sentimentos, dúvidas e desafios. Jesus, nosso maior exemplo, utilizava o diálogo para ensinar, consolar, corrigir e encorajar. Ele ouvia com atenção e falava com sabedoria e amor.

A falta de diálogo, por outro lado, gera distanciamento emocional, conflitos mal resolvidos, rebeldia e solidão. Muitos jovens se sentem incompreendidos ou desvalorizados dentro de casa, o que os leva a buscar acolhimento em lugares e relacionamentos destrutivos. O silêncio entre pais e filhos pode abrir brechas para influências nocivas e até para o enfraquecimento da fé.

Entre as principais causas da falta de diálogo estão: a falta de tempo, o cansaço, o uso excessivo de telas, mágoas acumuladas e modelos de comunicação herdados, baseados em autoritarismo ou rigidez. Em muitos lares, prevalece a comunicação violenta, marcada por gritos, acusações e punições, o que gera medo, ressentimento e afastamento.

Mudar essa realidade exige disposição e humildade. O primeiro passo é ouvir com empatia. Pais precisam aprender a escutar com o coração, sem julgamento ou pressa. Um ambiente seguro é construído por palavras que acolhem, encorajam e também corrigem com firmeza e amor. Como nos ensina Provérbios 15:1: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.

Podemos aprender com exemplos bíblicos. Ana, mãe de Samuel, dedicou seu filho ao Senhor e certamente instruiu-o nos caminhos de Deus (1Sm 1:27-28). Maria, mãe de Jesus, ponderava e guardava as palavras no coração (Lc 2:51), demonstrando sabedoria e sensibilidade. O pai do filho pródigo, da parábola de Lucas 15, nos ensina sobre misericórdia, escuta e restauração do relacionamento.

Os conflitos entre pais e filhos hoje envolvem questões como limites, uso indevido e desordenado da internet, influências externas sobre aspectos de identidade, vida espiritual e escolhas pessoais. A solução não está em imposições, mas em uma comunicação firme, amorosa e constante. Devemos cultivar o hábito do diálogo desde cedo, com conversas no cotidiano, devocionais em família, refeições compartilhadas e momentos de gratidão.

Mulher cristã, você é instrumento de paz em seu lar. Clame a Deus por sabedoria (Tg 1:5), pratique o amor, a escuta, e o diálogo sincero. Ao plantar essas sementes, colherá filhos fortalecidos emocional e espiritualmente, preparados para caminhar com fé e sabedoria.

Até a próxima,

Abraços.

sonia

Sonia Pires

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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