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Sonia Pires

Psicóloga Clínica; Psicóloga Clínica; ⁠Psicoterapeuta; ⁠Neuro Psicóloga; Pós Graduada em Instrumental Enrichment - Phase I e II em Israel (1994); Pós Graduada em Instrumental Enrichment Lebel III Training no Canadá; ⁠Palestrante em diferentes temas nas áreas de Psicologia e Fé Cristã;⁠ Escritora; Autora do Livro "Entre Nós Mulheres" (CPAD) ; ⁠Membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Belenzinho (SP); Professora da Classe de Senhoras da EBD; Voluntária no “ASILAR” e Asilo e lar da AD - Belém (SP). 

 

 

Falando com sabedoria – o poder da língua

A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.” (Provérbios 18:21)

A língua é um dos menores membros do corpo, mas possui um poder imensurável. Pode edificar ou destruir, curar ou ferir, abençoar ou amaldiçoar. As palavras têm o poder de mudar destinos, de acalmar corações, mas também de gerar discórdias e feridas profundas.

Por isso, a mulher cristã, em todos os papéis que desempenha — como esposa, mãe, filha, amiga ou serva do Senhor — precisa compreender a importância de falar com sabedoria e domínio.

Na Bíblia encontramos mulheres que usaram suas palavras como instrumentos de bênção. Abigail, por exemplo, diante da ira de Davi, escolheu a palavra certa na hora certa. Suas palavras foram suaves e cheias de discernimento. Com sabedoria e humildade, ela impediu uma tragédia, e Davi reconheceu: “Bendita seja a tua prudência” (1 Samuel 25:33). Ela é um exemplo de mulher que fala com equilíbrio e graça, guiada pelo Espírito de Deus.

Em contrapartida, Miriã, irmã de Moisés, murmurou contra o líder escolhido por Deus. Suas palavras de crítica e rebeldia trouxeram consequências sérias — a lepra foi o resultado da sua língua indisciplinada (Números 12:1-10). Miriã foi restaurada da lepra através da oração de Moisés, foi profetiza e líder do louvor conduzindo as mulheres a tocar os seus instrumentos, cantarem e dançarem após a travessia do Mar Vermelho! (Números 15:20). Já Jezabel, esposa do rei Acabe, representa a língua maldizente e manipuladora, que usa o discurso para controlar e destruir. Suas palavras instigaram o mal e levaram muitos à perdição.

Esses exemplos nos mostram que a língua pode ser tanto um canal de graça quanto uma fonte de destruição. Tiago nos adverte que, com a mesma língua, bendizemos a Deus e amaldiçoamos os homens, feitos à Sua imagem (Tiago 3:9-10). Dominar a língua é, portanto, um ato de maturidade espiritual e de obediência a Deus.

Mas como fazer isso?

A resposta está em cultivar um coração sábio. Jesus ensinou que “a boca fala do que está cheio o coração” (Mateus 12:34). Se o coração estiver cheio de amor, fé e humildade, as palavras refletirão paz e edificação. Porém, se estiver cheio de amargura, inveja ou orgulho, inevitavelmente a língua revelará destruição.

A mulher cristã precisa pedir diariamente ao Senhor que coloque um “guarda à sua boca” (Salmo141:3).

Antes de falar, é sábio perguntar-se:

- O que direi é verdadeiro?
- É necessário?
- Edificará quem ouvir?

Quando a fala é guiada pelo Espírito Santo, ela produz frutos de justiça, restauração e esperança. Uma palavra branda desarma conflitos, cura relacionamentos e transmite fé. Por outro lado, uma língua impaciente ou impulsiva pode gerar feridas que demoram a cicatrizar.

Dominar a língua não significa silenciar-se, mas falar com propósito, com discernimento e amor. É deixar que o Espírito Santo conduza cada palavra, transformando a comunicação em um instrumento de paz.

Mulheres que falam com sabedoria edificam lares, fortalecem amizades e são colunas firmes nas comunidades de fé. Que possamos ser como Abigail, cuja voz promoveu reconciliação e evitou tragédia, e não como Miriã ou Jezabel, que usaram a língua para semear o mal.

Que o nosso falar seja temperado com sal (Colossenses 4:6), repleto de graça e verdade, para que sejamos conhecidas como mulheres que edificam e abençoam.

A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata a derruba com as próprias mãos.” (Provérbios 14:1)

Até a proxima, um abraço querida.

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Sonia Pires

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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