Elaine Cruz

Elaine Cruz é psicóloga clínica e escolar, com especialização em Terapia Familiar, Dificuldades de Aprendizagem e Psicomotricidade. É mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, professora universitária e possui vários trabalhos publicados e apresentados em congressos no Brasil e no exterior. Atua como terapeuta há mais de vinte e cinco anos e é conferencista internacional. É mestre em Teologia pelo Bethel Bible College (EUA) e membro da Academia Evangélica de Letras do Brasil. Como escritora recebeu o 'Prêmio ABEC de Melhor Autora Nacional' e é autora dos livros “Sócios, Amigos e Amados” e “Amor e Disciplina para criar filhos felizes”, todos títulos da CPAD.

Geração nem nem

Chamamos de geração nem nem um grande número de jovens que nem estudam e nem trabalham. São pessoas entre quinze e trinta anos, e que no Brasil representam cerca de dez milhões de jovens. O quadro mundial não é diferente, com uma estimativa de quase 150 milhões de jovens, em quarenta países pesquisados pela ONU, sem estudar ou trabalhar.

Uma boa parcela desses milhões de jovens que não estudam nem trabalham conta com estrutura familiar. Afinal, muitos são os pais que, erroneamente, permitem que seus filhos saiam da escola, que abandonem seus estudos para ficarem descansando e dormir até mais tarde em casa. Acabam permitindo que seus filhos se tornem acomodados, perdendo o ritmo e as boas oportunidades de trabalho, que são disputadas por jovens mais bem preparados.

A ociosidade juvenil, somada a uma extensão da adolescência, tem produzido uma geração que está perdida, sem rumos ou perspectivas. Muitos acham que vão ser milionários da noite para o dia, e não admitem iniciar suas carreiras profissionais como funcionários, buscando facilidades irreais. Não conseguem ser fiéis no pouco, e ficam aguardando o muito (Lucas 16.10).

Muitos da geração nem nem não tem uma constituição familiar sólida nem amparo social, o que amplia ainda mais o risco potencial de criminalidade e violência social. Para os que não têm um projeto de vida, rapidamente surgem as más companhias, o uso de drogas e convites para o crime organizado. Para estes, se a igreja evangélica não lhes for o porto de apoio e tratamento, dificilmente terão êxito na vida profissional ou sentimental. 

A Bíblia dignifica o trabalho: Descobri também que poder comer, beber e ser recompensado pelo seu trabalho, é um presente de Deus. (Eclesiastes 3.13) Por isso concluí que não há nada melhor para o homem do que desfrutar do seu trabalho, porque esta é a sua recompensa. (Eclesiastes 3.22). Paulo chega a afirmar: Quando ainda estávamos com vocês, nós lhes ordenamos isto: se alguém não quiser trabalhar, também não coma. (2 Tessalonicenses 3.10).

Podemos culpar nossa estrutura sócio-política e a má distribuição de renda. Sabemos que estudos são caros, e são difíceis as chances de empregabilidade. Contudo, o mais triste é que são os pais os maiores culpados. Muitos criam filhos como se estes fossem os reis da casa, fazendo as suas vontades quando estes não querem ir à escola ou igreja. Há mães que servem filhos adolescentes como se estes fossem bebês, e depois são tratadas como empregadas por seus filhos jovens. Porque um adolescente deve ser servido em seu quarto, uma garota de sete anos não senta à mesa com a família, ou um jovem não pode lavar o prato em que come?

Nossas famílias precisam ter regras. Os filhos precisam ser criados para respeitar os pais, ajudar nas tarefas domésticas, fazer as atividades escolares, brincar com irmãos e ir à igreja. O trabalho doméstico na infância, mesmo que seja guardar brinquedos e arrumar a bagunça do quarto, bem como a dedicação aos estudos, ajudam nossos filhos a serem adultos responsáveis.

Nos Estados Unidos, o casal Christina e Mark Rotondo tomaram uma medida extrema,  processado o filho Michael Rotondo, de 30 anos, a sair de casa, pois ele não ajudava com as despesas nem com as tarefas domésticas. A Suprema Corte de Nova York deu ganho de causa aos pais, causando surpresa em muitas pessoas, abrindo feridas e retratando a realidade de muitos lares. Vale a pena repetir: compromisso, rotina e responsabilidades são importantes na infância para forjar o comportamento adulto.

Que esta geração nem nem não habite nossos lares. Até porque ela também está presente entre aqueles que se dizem "nem frio nem quente"; "nem crente nem descrente”… e para estes a justiça de Deus é implacável. 

elaineElaine Cruz 

*A CPAD não se responsabiliza pelas opiniões, ideias e conceitos emitidos nos textos publicados nesta seção, por serem de inteira responsabilidade de sua(s) autora(s).

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