“Deus me devolveu a vida"

A paz! Meu nome é Niliane Campos, tenho 44 anos, sou membro da Igreja Batista Atitude da Barra da Tijuca (RJ) e em minha jornada cristã vivi muitos milagres que comprovam o poder, o cuidado e a fidelidade do nosso Deus. Hoje eu vou contar um testemunho de vida que começa com a minha morte no dia 04 de março de 2012 em razão de uma tromboembolia pulmonar. 

Tudo começou uma semana antes, 26 de fevereiro de 2012, com uma dor muito forte na panturrilha esquerda, que foi diagnosticada como trombose venosa profunda e a médica, que fez o diagnóstico, me mandou pra casa com a recomendação de fazer massagem no local 3 vezes ao dia e tomar anti-inflamatório. Se você é médico já entendeu a gravidade da situação, agora, se você não é da área da saúde, eu explico.

As tromboses são coágulos que grudam nas paredes das suas veias e impedem a circulação sanguínea e o perigo está na possibilidade desses coágulos se desgrudarem das veias e, ao cair na corrente sanguínea, podem parar no cérebro ou no pulmão.

Por isso, no caso de uma trombose, a área com os coágulos não deve ser tocada, exatamente para evitar que os coágulos caiam na corrente sanguínea e, durante o tratamento, a pessoa com trombose deve tomar anticoagulantes para evitar que novos coágulos se formem e para ajudar a desfazer os que já existem. Lembra da recomendação médica que eu recebi? Anti-inflamatório e massagem no local da trombose. O que aconteceu? Os coágulos foram parar no meu pulmão.

No início da madrugada do dia 04 de março de 2012 eu tive o primeiro desmaio, o que para a maioria das pessoas com embolia pulmonar já é o início da morte, mas eu acordei desse desmaio sem conseguir respirar e com o coração muito acelerado. Poucos minutos depois, ao tentar levantar, eu tive o segundo desmaio, foi quando minha família entendeu que eu não podia levantar porque, toda vez que eu acordava do desmaio, eu estava pior do que antes.

Com a ajuda de um vizinho, que conseguiu uma cadeira de rodas, eu fui para o hospital. Quando eu cheguei lá, com embolia pulmonar, a médica que me atendeu disse para minha mãe que o que eu tinha era estresse e que em breve eu estaria em casa.

Eu sabia que havia algo muito errado comigo e, naquele momento, eu fiz de tudo para manter a calma, comecei a orar e entregar minha alma a Deus porque algo dentro de mim me dizia que aquele era o meu fim.

Pela manhã do dia 04 de março, com a mudança de plantão na emergência, a médica veio até mim com o resultado dos exames de sangue dizendo que uma enzima coronária estava elevada e me perguntou o que eu estava sentindo. Quando eu disse que não conseguia respirar e que tinha trombose, ela arregalou os olhos e saiu correndo. Em seguida, voltou com outro enfermeiro e me levaram para a UTI.

Na tarde daquele dia um médico me disse que estavam trabalhando com a hipótese de embolia pulmonar e que eu seria transferida para o CTI assim que surgisse vaga. Naquele momento foi a primeira vez que eu fiquei apreensiva porque eu tinha lido sobre embolia pulmonar na internet, mas mantive a calma porque sabia que Deus estava comigo, também naquele momento.

Na noite do dia 04 de março me levaram para fazer uma tomografia computadorizada para avaliar a gravidade da situação, ao sair da sala de exame eu tive um mal estar e tudo ficou escuro. Meu pai, minha mãe, meu irmão e três amigos estavam comigo no hospital naquele dia e foram testemunhas oculares de tudo o que aconteceu e me contaram que eu desmaiei, que a auxiliar de enfermagem que estava ao meu lado correu comigo, na cadeira de rodas, de volta para a UTI e que, no corredor, eu gritei: “Pai” e, em seguida, tive uma convulsão violenta.

niliane mae testemunhoUm desses amigos correu para segurar a minha cabeça, durante a convulsão, e foi quando a minha cabeça caiu nas mãos dele e eu já estava morta, com os olhos abertos e brancos. Ele me contou que se assustou com a cena e correu para abraçar minha mãe, que nessa hora já estava de joelhos implorando a Deus que me devolvesse a vida.

Agora eu vou te contar o que eu vi. 

Quando tudo ficou escuro, eu vi um ponto de luz muito distante que se aproximou muito rápido e, quando eu dei por mim, eu estava num lugar muito iluminado, só que não tinham paredes ou chão nesse lugar. Tudo era luz e na minha frente estava um pódio todo branco. Atrás desse pódio, do lado esquerdo, estavam dois homens com roupa muito branca. Eu olhava para aquilo e não entendia o que estava acontecendo, foi quando eu ouvi uma voz firme, e suave ao mesmo tempo, que me disse: “Ao que vencer, eu darei a coroa da vida!”

E, como num piscar de olhos, eu estava de volta à UTI do hospital, sentada na cadeira de rodas olhando para a frente.

Cinco coisas me chamaram atenção naquele momento, eu respirava normalmente, não sentia meu coração pulsar, a paciente que dividia a UTI comigo me olhava muito assustada, eu via todo mundo correndo de um lado para o outro, mas eu não conseguia ouvir nada, e as minhas pernas estavam totalmente esticadas pra frente e imóveis.

Um detalhe importante, lembram que eu tive uma convulsão? Quando eu morri, eu não estava sentada olhando para a frente. Eu morri com a cabeça caída para trás, com as mãos levantadas e com as pernas esticadas.

Agora, voltando ao momento da UTI. Quando eu vi as minhas pernas daquele jeito, esticadas e imóveis, decidi levantar, se eu não conseguisse levantar, então ficaria comprovado que eu tinha perdido o movimento das pernas. Eu apoiei as mãos na cadeira de rodas e dei impulso para levantar, quando eu estava levantando, eu ouvi a voz do meu pai bem distante e eu pensei: “Meu pai tá aqui?”.

Em seguida, ouvi um som parecido com o de um ralo que foi desentupido e depois de ouvir esse som, eu estava olhando para o teto, com os braços caídos ao lado da cadeira de rodas e eu senti quando as minhas pernas, ainda esticadas, começaram a baixar lentamente e meus pés tocaram o chão. Foi quando me ajeitaram na cadeira e eu voltei a sentir o meu coração superacelerado, dificuldade para respirar e aquele mal-estar parecendo que eu ia desmaiar de novo. 

niliane com o paiEu lembro que meu pai não parava de dizer: “Fica calma”, as laterais da minha língua doíam muito e a outra paciente da UTI ficava repetindo: “Ela voltou, ela voltou.” Até aquele momento eu ainda não sabia que tinha morrido, meu pai me contou que eu estava toda torta na cadeira de rodas e, de repente, dei um pulo, caí sentada na cadeira e todos correram na minha direção.

Me levaram de volta para o leito e eu fiquei ainda pior do que eu já estava. O mal estar piorou e eu sentia como se a minha alma estivesse sendo arrancada de mim. Tive vários apagões nesse momento e minha família foi retirada da UTI, então eu vou contar o que eu lembro. 

Quando me colocaram no leito, o meu corpo começou a tremer e transpirar, meu coração, que já estava acelerado, conseguiu pulsar ainda mais rápido e eu apaguei, quando acordei, uma equipe médica estava ao meu redor gritando: “Quanto?” e alguém respondeu: “Não sei, não consigo ver.” Alguém gritou: “Preciso saber a pressão dela!” e foi respondido: “Acho que 6!” Perguntaram: “A máxima ou a mínima?” e responderam: “Acho que a máxima!” e eu apaguei de novo.

Eu acordei outras três vezes no meio dessa confusão, por alguns instantes e, as pessoas ao meu redor estavam dando ou cumprindo ordens, mas eu não me lembro quais eram. Tudo que eu conseguia fazer nesses momentos de lucidez era clamar pelo nome de Jesus.

Depois disso eu apaguei por um período bem maior e, quando eu acordei, havia acessos nos meus dois braços, minhas pernas estavam elevadas, eu mal respirava, meu coração estava superacelerado, eu não conseguia falar e nem me mexer. Eu estava exausta.

Com muita dificuldade pedi pra que chamassem alguém da minha família pra ficar comigo porque eu estava tão mal que sabia que ia morrer e eu não queria morrer sozinha. Depois disso, eu estava tão exausta que dormi.

A vaga para o CTI surgiu, no mesmo hospital, na tarde do dia 05 de março, fui transferida para lá e cada uma das pessoas que estava comigo veio se despedir e todos os 6 pareciam muito assustados. Ninguém me disse que eu tinha morrido, mas eu sabia que algo muito grave tinha acontecido porque meu irmão não parava de chorar quando olhava para mim.

Mesmo estando muito cansada, eu só conseguia cochilar por trinta minutos porque a pressão era aferida automaticamente a cada meia hora. Em um desses cochilos, fui acordada por um auxiliar de enfermagem que estava cantando a música Ressuscita-me da Aline Barros. Essa música foi recebida pelos meus ouvidos como um bálsamo dos céus naquele dia.

No dia 06 de março de 2012, uma enfermeira me disse que o médico me daria alta. O que me deixou muito assustada porque eu não conseguia respirar, meu coração continuava muito acelerado e ainda não conseguia me mexer. Quando minha mãe foi avisada da alta, correu para o hospital com a minha irmã e implorou para a enfermeira chefe que não permitisse a minha alta. Foi quando minha mãe pediu para que ela me colocasse sentada na cama e observasse o que ia acontecer com a minha pressão arterial.

E a pressão passou de 13x9 para 18x10 e meus batimentos cardíacos dispararam. A enfermeira me deitou novamente e convenceu o médico a não me dar alta. Depois disso tudo, eu senti uma grande tristeza e comecei a chorar. Eu disse ao Senhor: “Pai, o que é isso tudo? O que está acontecendo?” E continuei a chorar. Foi quando eu ouvi uma música na minha mente e o interessante é que o Espírito Santo cantou a versão original para mim em inglês. O nome da música é Still da Hillsong Worship Austrália. A tradução do trecho que eu ouvi diz: “Quando os oceanos sobem e os trovões rugem. Eu voarei com você acima da tempestade. Pai, tu és o Rei sobre o dilúvio. Eu ficarei quieto e saberei que você é Deus.

Depois de ouvir por diversas vezes essa canção, a tristeza se foi e eu me senti alegre, apesar de tudo o que estava acontecendo comigo. Olhei ao meu redor e entendi que nos outros leitos havia pessoas que estavam em situação ainda pior que a minha e me senti grata porque Deus estava comigo desde o início e continuava no controle de tudo.

No dia 07, minha irmã veio me visitar e quando ela chegou parecia que ia desmaiar. Foi quando ela me contou que eu tinha morrido e aí tudo começou a se encaixar, porque, até aquele momento, eu tinha memória de coisas estranhas que aconteceram, mas não faziam sentido algum.

Eu fiquei um total de 20 dias internada e quando saí do hospital, estava muito feliz por estar viva, mas a embolia pulmonar ainda estava lá acompanhada por uma pressão pulmonar elevada, uma pressão arterial alta e uma deficiência no ventrículo direito do coração, causada pelo esforço feito ao bombear sangue para o pulmão que estava tomado de trombos.

Com o passar do tempo repeti os exames para verificar como meu corpo estava respondendo ao tratamento, o primeiro foi um ecocardiograma. A médica parecia procurar alguma coisa porque ela examinou todo o meu tórax e ao final disse: “Eu não entendo.”

Olhou pra mim e falou: “Eu quero que você ouça isso” e ligou o som do aparelho para que eu ouvisse os meus batimentos cardíacos. Depois ela disse: “Está ouvindo isso? Isso é impossível!” Foi quando ela me explicou que a deficiência no ventrículo direito não permitiria que meu coração pulsasse daquele jeito, mas ela tinha examinado tudo e meu coração estava perfeito, parecia que eu nunca tinha tido uma deficiência no ventrículo direito. 

Ela também me explicou que, com o passar de muitos anos, o normal, seria esse ventrículo ter alguma recuperação, mas nunca se recuperaria totalmente, ainda mais em tão pouco tempo. Mais um milagre.

Depois eu fiz um doppler na perna e mais uma vez, a médica que estava realizando o exame, examinou as duas pernas da virilha até os dedos, como se estivesse procurando algo. Foi quando ela virou o monitor pra mim e disse: “Olha isso, você tá vendo isso? Isso é impossível!”

Depois me explicou que, com o tratamento, o sangue passa por dentro do coágulo e fica uma espécie de cicatriz mostrando que ali teve uma trombose, mas no meu caso, não havia nenhuma marca, parecia que eu nunca tinha tido trombose! Voltei pra casa feliz abraçada a mais um exame e com mais um milagre. O último exame que eu repeti foi a angiotomografia pulmonar para verificar como estava o tromboembolismo. Fiz o exame e minha mãe foi buscar o laudo dias depois.

Ela não o abriu, chegou em casa e me entregou, eu abri aquele envelope com muita fé e comecei a ler o laudo e nele estava escrito: “Nenhum sinal de embolia pulmonar.” 

Ainda incrédulo, o cardiologista pediu um novo ecocardiograma que foi realizado no dia 03 de agosto de 2012 em outro consultório médico e o resultado era igual ao feito em abril, ventrículo direito totalmente perfeito.

Com todos esses resultados, a pneumologista pediu mais dois, uma cintilografia de perfusão e inalação pulmonar. O exame foi realizado no dia 09 de outubro de 2012 e o laudo foi claro em concluir que não havia nenhum sinal de tromboembolia nos meus pulmões. O outro exame foi um estudo radiológico do tórax realizado no dia 18 de outubro de 2012, o qual também concluiu que estava tudo perfeito.

Eu recebi alta do tratamento em dezembro de 2012 e estou viva até hoje porque Deus, não só me curou, ele, literalmente, me devolveu a vida, me deu veias novas, um coração novo e um pulmão novo.

Em meu canal do Youtube e no meu Instagram: Niliane Campos, eu conto mais detalhes dessa história e de toda experiência que eu tive com Deus durante e depois desse momento. Eu não sei qual é a situação que você está vivendo hoje, mas tenha certeza de que o Deus que me ressuscitou é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo que pedimos ou pensamos.

Envie seu testemunho!

Já aconteceu algum milagre de Deus na sua vida? Que tal divulgar nesta seção que se dedica exclusivamente a anunciá-los para a glorificação do nome de Jesus. Envie-nos o seu testemunho (se possível, com foto) por e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. E no assunto não se esqueça de colocar: Testemunho. Aproveite e envie também o seu telefone para entrarmos em contato. Estamos te esperando! “Para que todos vejam e saibam e considerem e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isso” (Is 41. 20).

*A CPAD não se compromete na publicação de todos os testemunhos. O mesmo será avaliado pela equipe responsável pelo site Mulher Cristã Hoje. A veracidade das informações é de inteira responsabilidade de seu autor.

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